Thursday, 25 June 2009

NO NEEDED WORDS

Tu nao morreste, simplesmente viajaste.

Tuesday, 23 June 2009

Monday, 16 March 2009

A Magia das Cores.


Nao tem como nao ficar encantada toda vez que me deparo com arte.Sim, porque ilustrar dessa forma 'e preciso ter arte.

Anita



A coleccao dos livros da Anita fizeram parte da minha infancia. Gostava da linguagem simples e principalmente as ilustracoes. Acontece que nunca tive um livro da Anita, os que eu lia na altura eram sempre emprestados. E eu "devorava" as lindas imagens e lia os textos num abrir e fechar de olhos.
A bem dizer a coleccao da Anita para mim era muito melhor que o livro da Bela Adormecida e a Branca de Neve.Sera porque era mais realista?Isso eu nao sei. Sei que sao livros que transportam magia pelas imagens e sao didaticos pelos textos.
Gostaria muito de ter a coleccao, pesa embora ja nao seja nenhuma crianca. Hoje estao cada vez mais raros a venda dos livros porque ja existem a mais de 30 anos, apesar de ser um sucesso sem duvida alguma.Quem sabe um dia conseguirei comprar os livros para a minha futura crianca, gostaria muito de dar a conhecer esse mundo magico e belo.

Saturday, 7 March 2009

Em Tempo Integral (Mulher)




Eu sou aquela mulher que nao nega os erros do passado, tirando dele as grandes licoes da vida, para defender-me no presente e alcancar um futuro quica inexistente.
Nao vou escrever va~s filosofias do que 'e ser mulher.Porque ser mulher 'e preciso nascer-se mulher e 'e necessario viver.
Ainda sou aquela mulher que mesmo depois de muitas desilusoes ainda acredita no amor, sem perder a nocao da realidade. Aquela mulher contraditoria, que consegue ser menina e ao mesmo tempo mulher.
Sou aquela mulher contemporanea que sabe que o lugar de uma mulher 'e ao lado de um homem e jamais atras e mesmo indo a luta pela vida na sua independencia total, sonha com a proteccao e o amor do homem da sua vida, aquele que esta' nesse mundo para cuida-la.Sou aquela mulher que se aborrece com a violencia, com os chavoes machistas, com as pressoes desnecessarias, e com os tradicionalismo.
Sou uma mulher cheia de saudades da infancia, que anda num mundo cosmopolita ligada a ciencia, a technologia as artes e ao mesmo tempo vaidosa.Aquela mulher que nasceu para dar amor, para gerar a vida. Sou aquela que chora por estar alegre e por estar triste.Esta sou eu, mulher em tempo integral.E como eu somos milhares por este planeta.

Sunday, 22 February 2009

Carta dum Contratado

António Jacinto

Carta dum contratado

Eu queria escrever-te uma carta
Amor,
Uma carta que dissesse
Deste anseio
De te ver
Deste receio
De te perder
Deste mais que bem querer que sinto
Deste mal indefinido que me persegue
Desta saudade a que vivo todo entregue...

Eu queria escrever-te uma carta
Amor,
Uma carta de confidências íntimas,
Uma carta de lembranças de ti,
De ti
Dos teus lábios vermelhos como tacula
Dos teus cabelos negros como diloa
Dos teus olhos doces como macongue
Dos teus seios duros como maboque
Do teu andar de onça
E dos teus carinhos
Que maiores não encontrei por ai...

Eu queria escrever-te uma carta
Amor,
Que recordasse nossos dias na capopa
Nossas noites perdidas no capim
Que recordasse a sombra que nos caia dos jambos
O luar que se coava das palmeiras sem fim
Que recordasse a loucura
Da nossa paixão
E a amargura da nossa separação...

Eu queria escrever-te uma carta
Amor,
Que a não lesses sem suspirar
Que a escondesses de papai Bombo
Que a sonegasses a mamãe Kiesa
Que a relesses sem a frieza
Do esquecimento
Uma carta que em todo o Kilombo
Outra a ela não tivesse merecimento...

Eu queria escrever-te uma carta
Amor,
Uma carta que ta levasse o vento que passa
Uma carta que os cajus e cafeeiros
Que as hienas e palancas que os jacarés e bagres
Pudessem entender
Para que se o vento a perdesse no caminho
Os bichos e plantas
Compadecidos de nosso pungente sofrer
De canto em canto
De lamento em lamento
De farfalhar em farfalhar
Te levassem puras e quentes
As palavras ardentes
As palavras magoadas da minha carta
Que eu queria escrever-te amor

Eu queria escrever-te uma carta...

Mas, ah, meu amor, eu não sei compreender
Por que é, por que é, por que é, meu bem
Que tu não sabes ler
E eu - Oh! Desespero! - não sei escrever também!